MARCADORES DE LEMBRAÇAS


 Sabe em certas ocasiões, quando o ar do ambiente esta muito seco de manhã e derrepente do nada o tempo vira e o que me lembrar de instantes que apesar de reais estavam perdidos na linha do tempo. 

Contarei algo breve da minha pessoa mas sem entrar em grandes detales nos dias de hoje na metade da segunda decada de novo milenio. 


Hoje eu moro no Brasil na cidade de São Paulo, digo isso porque à alguns anos atraz antes a Pandemia do ano 2019 morava em outro lugar de america perto da patagonia chilena para ser mais exato, mas hoje venho como a refletir, um instante do tempo cotidiano que com o passar do tempo, me faz perceber que minha maneira de olhar a vida mudou bastante e muitas vezez me faz sentir descolocado do meu entorno apesar de ter crescido nesta terra neste bairro e conhecer quase tudo por aqui, apesar de morar em uma cidade cosmopolita caótica e muito ciberpunk. 

    As vezes sinto que paresco me peder no tempo com alguma memoria afetiva que a propia vida te lembrar, muitas vezes essas memorias não gatilhadas por uma lebrança direta, neste caso foi um cheiro, um cheiro bem particular, que me fez lembrar de varias ocasiões e momentos em diferentes epocas da minha vida, que parece longa mas somente tem algumas decadas quase cinco para ser exato o que me faz sentir que talvez esteja perto da cuspide da minha vida mas para outros... O que talvéz nos tempos de hoje onde jovens viven a mil sem parar para nem para conversar ou disfrutar momentos pequenos da vida, onde tudo agora esta envolto no pensamento predefino por IAS, uma pessoa de quarenta anos é considerado um velho para os padrões juvenis, eu talvéz já seja quase um dinosaouro, mas isso é talvez materia de outra historia. 

    O que eu quero hoje, é recordar com vocês talvez não a minha lembrança em si... más o que gatilhou essas recordações, algo tão simples como ...

    Bom para entrar no instante do momento, voltemos um pouco texto acima, como eu disse "hoje". Assim como os dias anteriores a este, estavamos passando por periodo de seca e estiagem na cidade de São Paulo alguns bairros sem agua e outros com racionamento. E com esta seca o ar fica meio denso, o que nos dias de hoje evito sair e me expor no sol pois o ar estava tão denso e seco que apesar de estar na sombra dentro de casa, o ar quente que sopra por abaixo da porta é insuportavel, mas isso como eu falei, foi no periodo da manhã. Graças a uma virada repentina no clima, do nada começou a soprar um vento mais frio e suave, que com o decorer das horas do dia estava mas  agitado e por vez comecou a ficar mais forte. Em questão de minutos aquele céu celeste sem manchas se cobriu de nuvens e foi virando um manto branco e fresco, em questão de minutos o clima finalmente mudou depois de varios dias de sol implacavel finalmente consegui sair, fazer uma caminhada pela rua subindo até a parte mas alta do bairro, que curiosamente estava vazio talvez pelo horario 15:00 de uma segunda feira onde todo mundo esta trabalhando, eu aqui na rua sem fazer nada pois hoje nada tinha a fazer.

    Foi subindo a ladeira próximo ao mato do parque que do nada parei e olhei para atrás, entao do nada que senti que todos os insetos se calaram e caminhando ainda pela rua rua observando um instante unico de mudanças de cores no horizonte perto do final da calçada e ao borde do parque, comecei a sentir uma brisa mais fria, como um abraço da natureza que te agasalha, lembrando-te que está lá, que está viva, logo enseguida, senti na minhas costas alguns respingo de agua, como cutucando, como te convidando a virar e olhar para atrás e sentir aquele instante. Foi naquele instante que por alguns segundos, já cansado do calor resolvi ficar parado, sentindo aquele momento ,nesse instante como se fosse um dejavú, senti aquele cheiro de terra e mato molhado aquele instante...   . 

    Aquele cheiro, ahhh aquele cheiro... me fez recordar varias passagens da minha vida em diferentes ocasiões, onde aquele cheiro esteve presente como marcador de paginas na minha vida, como antigamente...  Como em aquele momento em um instante mais uma vez... Ahhhhhh aqueles momentos. 

    Como eu disse no começo, o momento que eu queria compartir não era a lembrança, mas sim o gatilho de tudo,  daquele momento, daquele cheiro, que tão tenue no ar carregava pela brisa fria da tarde, uma lembraça, lembrança que levava a memoria da terra molhada, como da primeira vez que a senti na minha vida  e em outros momentos onde esse instante se repetiu como se fosse um check point, da proria vida.

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Un adios a GASPAR.